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Palavras-chave no currículo: como usar sem encher linguiça

01 de setembro de 20264 min de leitura

"Coloque as palavras-chave da vaga no currículo" é um conselho comum — e correto. O problema é o que costuma acontecer depois: uma lista de termos amontoados no rodapé, ou a mesma palavra repetida cinco vezes só para "garantir". Isso não ajuda, e pode até atrapalhar. O que muda de fato a leitura é onde e como essas palavras aparecem.

O que é uma palavra-chave, nesse contexto

É um termo que aparece na vaga e descreve uma habilidade, ferramenta, certificação ou responsabilidade — "atendimento ao cliente", "Excel avançado", "gestão de estoque", "CRM". Sistemas de triagem e recrutadores costumam procurar por esses termos específicos para decidir se o seu currículo combina com a vaga. Se a vaga pede "experiência com CRM" e o seu currículo só diz "sistema de vendas", a combinação pode não ser reconhecida — mesmo que seja exatamente a mesma coisa.

Fazer certo: usar o termo da vaga, dentro de uma frase real

A forma que funciona é simples: pegue o termo exato que a vaga usa e escreva-o dentro de uma experiência real sua, com contexto — o mesmo princípio de começar pelo verbo de ação e fechar com um resultado. Não "CRM" solto numa lista — algo como "Usei o CRM da empresa para acompanhar 40 clientes ativos por mês". Isso é lido corretamente pelo sistema e, ao mesmo tempo, mostra a um recrutador humano que você realmente fez aquilo, não só que sabe a palavra.

  • Leia a vaga e sublinhe os termos que se repetem ou aparecem nos requisitos.
  • Use a mesma palavra que a vaga usa, não um sinônimo seu — mesmo que pareçam iguais.
  • Coloque cada termo dentro de uma experiência ou habilidade real, com uma frase completa.

Fazer errado: encher linguiça

"Encher linguiça de palavra-chave" é repetir o mesmo termo várias vezes, ou colar uma lista de termos soltos sem frase ao redor, só para tentar "bater" com o máximo de vagas possível. Fora do problema óbvio — fica estranho para quem lê —, isso também não ajuda tecnicamente: o que aumenta a chance de combinar com a vaga é a palavra aparecer no lugar certo (na seção de experiência ou habilidades), não quantas vezes ela se repete no arquivo inteiro.

Um sinal de que você exagerou: se uma frase do seu currículo não faz sentido lida em voz alta para outra pessoa, ela também não vai ajudar na leitura automática.

Currículo genérico x currículo adaptado

Isso também explica por que enviar o mesmo currículo para vagas muito diferentes tende a funcionar pior. Um currículo genérico não tem como conter os termos exatos de cada vaga específica. Não precisa reescrever tudo a cada candidatura — mas vale revisar a seção de habilidades e ajustar duas ou três palavras para casar com o vocabulário da vaga em questão, principalmente quando a vaga usa um termo bem específico (o nome de um sistema, uma certificação, uma sigla da área). É a mesma lógica de nomear a habilidade no vocabulário da área nova para quem está trocando de carreira.

Se você não sabe se está usando as palavras certas — ou está exagerando sem perceber —, envie seu currículo para uma análise gratuita.

Fontes: Jobscan, "500+ Resume Keywords for the ATS" e "Are You Guilty of Resume Keyword Stuffing?" — publicações no blog da Jobscan (jobscan.co).